• Redação
  • 15/09/2026

Em queda, Álvaro tenta se agarrar ao bolsonarismo, mas seu maior problema está em Natal: a engorda de Ponta Negra e as obras inacabadas

Em queda nas pesquisas, Álvaro Dias tenta transformar a eleição estadual numa disputa nacional e aposta cada vez mais no bolsonarismo como caminho para chegar ao segundo turno. A estratégia é compreensível: colar sua imagem à de Flávio Bolsonaro pode consolidar uma parcela do eleitorado e criar um atalho para recuperar terreno. O problema é que a principal dificuldade de Álvaro hoje não parece estar em Brasília. Está em Natal, justamente na cidade que governou e que deveria funcionar como seu maior cartão de visitas.

A engorda de Ponta Negra, cercada de controvérsias e problemas, e o conjunto de obras inacabadas ou demoradas deixadas pela gestão municipal oferecem aos adversários imagens concretas para confrontar o discurso do ex-prefeito. É difícil nacionalizar uma eleição quando o eleitor olha para a própria cidade e enxerga os problemas da administração que o candidato apresenta como credencial. Álvaro pode até usar o bolsonarismo para tentar chegar ao segundo turno, mas, para vencer a crise que enfrenta, terá de responder primeiro a uma questão muito mais próxima: o legado que deixou em Natal.