Styvenson vê Álvaro cair, mantém distância e evita embarcar numa queda que não encara como dele
Styvenson Valentim dá sinais cada vez mais claros de que não pretende amarrar sua campanha ao destino eleitoral de Álvaro Dias. Com o candidato ao Governo enfrentando dificuldades nas pesquisas, o senador mantém uma agenda própria e evita uma associação automática que poderia fazê-lo compartilhar eventual desgaste do aliado. A lógica é eleitoralmente simples: Styvenson disputa uma das duas vagas ao Senado e, estando competitivo, não tem razão para carregar nas costas os problemas de uma candidatura majoritária que tenta encontrar um caminho para reagir.
O simbolismo ficou ainda mais evidente quando Rogério Marinho, a quem o próprio Styvenson já chamou de “pai político”, participava de um ato bolsonarista em Natal enquanto o senador apareceu nas redes sociais treinando na academia. Não se trata apenas de uma ausência pontual. Styvenson vem construindo uma agenda desalinhada da de Álvaro e preservando sua autonomia até mesmo diante do núcleo bolsonarista ao qual está politicamente ligado. Na prática, parece estabelecer uma distância de segurança: se Álvaro reagir, há espaço para aproximação; se continuar caindo, Styvenson tenta impedir que a queda o leve junto.