MPRN apura irregularidades e avalia possível anulação das provas do concurso da Seap
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento para apurar possíveis irregularidades no concurso público da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e verificar se há motivos para anular as provas escritas do certame. A seleção oferece vagas e cadastro de reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.
A apuração teve início após 11 candidatos serem presos em flagrante durante a aplicação da prova objetiva. Segundo a polícia, os candidatos portavam aparelhos eletrônicos que poderiam ser utilizados para o envio de informações durante o exame.
O MPRN também analisa o compartilhamento de imagens em aplicativos de mensagens durante o período de realização do exame. Os registros indicam que páginas do caderno de prova podem ter sido fotografadas dentro de um dos locais de aplicação.
Documentos policiais já formalizados apontam ainda que a banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de prova. O Ministério Público pretende verificar a extensão das possíveis irregularidades e se os procedimentos de segurança adotados foram suficientes para identificar e retirar candidatos envolvidos em eventuais fraudes.
Para avançar na apuração, o MPRN requisitou informações à Secretaria de Estado da Administração e ao Instituto Avalia, responsável pela organização do concurso. Os órgãos têm prazo de 15 dias para apresentar dados sobre os locais de aplicação, os procedimentos de segurança adotados, a utilização de detectores de metais e eventual comunicação prévia com órgãos de inteligência e investigação.
O Ministério Público também informou que vai acompanhar o andamento das investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção (Deccor).