Allyson não virou Carlos Eduardo: setembro chegou, a queda prevista não veio e vitória no primeiro turno já é possibilidade em pesquisas
Desde o início do ano, adversários alimentaram a comparação entre Allyson Bezerra em 2026 e Carlos Eduardo na eleição de Natal em 2024: um candidato que largaria na frente, mas perderia força à medida que a campanha avançasse. A previsão, pelo menos até agora, não se confirmou. Algumas pesquisas colocam Allyson na fronteira da vitória no primeiro turno, dentro da margem de erro, enquanto outras já apontam vitória direta. O dado central é outro: setembro chegou e a esperada derrocada de Allyson não aconteceu.
Carlos Eduardo efetivamente perdeu terreno durante a campanha de 2024 e terminou derrotado por Paulinho Freire. Allyson percorre, até aqui, trajetória diferente. Não apenas preservou a liderança como entra na reta decisiva com a possibilidade concreta de encerrar a eleição no primeiro turno. A comparação que parecia conveniente meses atrás vai ficando cada vez mais descabida: em vez de discutir quando Allyson começará a cair, seus adversários agora precisam descobrir como fazê-lo cair antes que seja tarde.
PS. Eu disse no início do ano que a comparação era descabida. Carlos Eduardo só foi desidratado em 2024 porque não tinha um grupo político, nem tempo de tv. Além disso, sofreu um ataque de Álvaro Dias que está muito bem exposto na peça do GAECCO que redundou na abertura de processo sobre abuso de poder em 2024 no TRE/RN.