Rogério Marinho abre mão do protagonismo em 2026 no RN e pode pagar a conta em 2030
Na minha avaliação, Rogério Marinho tomou uma decisão de alto risco ao desistir da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026. Diante de um cenário eleitoral considerado desfavorável, acabou assumindo a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, preservando influência nos bastidores, mas abrindo mão da exposição que uma candidatura majoritária costuma proporcionar. Disputar o governo poderia servir para renovar sua imagem perante o eleitorado, manter seu nome em evidência e fortalecer sua posição para a próxima eleição ao Senado. Ao optar por um papel menos visível, corre o risco de chegar a 2030 com menor presença na memória do eleitor.
Outro fator que pode pesar é a associação de sua imagem a pautas percebidas por parte do eleitorado como desfavoráveis aos trabalhadores. A apresentação de uma proposta que ganhou repercussão em contraposição ao debate sobre o fim da escala 6x1 tende a reforçar essa percepção entre seus críticos. Se essa leitura vier a se consolidar politicamente, Rogério poderá enfrentar uma disputa mais difícil pela reeleição ao Senado em 2030. Diferentemente de 2022, quando houve fragmentação dos votos entre adversários de diferentes campos políticos, a configuração eleitoral futura poderá ser distinta, tornando o desafio ainda maior. Trata-se, naturalmente, de uma projeção política sujeita à evolução do cenário e ao comportamento do eleitorado até lá.