Lula diz que queda de sigilo vai revelar quem fez “putaria” com Vorcaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado 12 que a retirada integral do sigilo das investigações do Banco Master deverá revelar relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes da política. A declaração foi feita durante um comício em Curitiba, ao lado de aliados no Paraná.
Ao defender a publicidade dos documentos, Lula disse que poderão vir a público informações sobre supostas festas promovidas por Vorcaro com a participação de políticos. “Quem fez putaria vai ser desmascarado neste país”, declarou.

Lula defendeu a retirada integral do sigilo das investigações do Banco Master durante comício em Curitiba — Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente também criticou o que chamou de divulgação seletiva de informações pelo ministro André Mendonça, relator das apurações no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula afirmou que a abertura completa dos procedimentos permitirá identificar eventuais envolvidos e declarou que integrantes da família Bolsonaro apareceriam nas investigações.
Na sexta-feira 11, Mendonça retirou o sigilo de uma nova série de procedimentos relacionados ao caso após uma solicitação do presidente do STF, Edson Fachin. O ministro afirmou que preservou dados pessoais e informações capazes de comprometer investigações em andamento.
Durante o discurso, Lula ainda defendeu mudanças no Judiciário e disse que ministros das cortes superiores devem seguir regras de conduta compatíveis com a função. “Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico”, afirmou.
Lula voltou a relacionar a expansão do Banco Master ao governo de Jair Bolsonaro (PL) e disse que as investigações avançaram durante sua gestão. Segundo o presidente, a divulgação dos autos permitirá que a população conheça quem participou de irregularidades atribuídas a Vorcaro.
As investigações sobre o Banco Master provocaram uma crise no STF após a publicação de documentos que mencionam autoridades e integrantes da política. Parte das informações ainda está sob análise das instituições responsáveis, e as acusações não representam condenação dos citados.