• Redação
  • 13/05/2026

PT ainda não fecha posição sobre Rafael Motta e debate interno expõe disputa estratégica para o Senado no RN

O Partido dos Trabalhadores segue dividido internamente sobre o papel do pré-candidato ao Senado Rafael Motta na composição do palanque governista para 2026 no Rio Grande do Norte. Rafael não depende formalmente do PT para manter sua candidatura, já que foi lançado pelo Partido Democrático Trabalhista, mas a discussão dentro do partido gira em torno da conveniência política de construir uma chapa unificada com Cadu Xavier ao governo e uma dobradinha ao Senado envolvendo Rafael Motta e Samanda Alves. Uma ala petista avalia que a presença de Rafael fortaleceria o projeto estadual de Cadu Xavier, ampliando o alcance eleitoral da chapa e ajudando na consolidação de um campo oposicionista mais competitivo.

Por outro lado, existe dentro do PT um entendimento diferente e igualmente forte: o de que Rafael Motta, por possuir recall eleitoral, trajetória consolidada e presença acumulada após várias disputas majoritárias e mandatos parlamentares, poderia acabar absorvendo parte significativa do eleitorado do campo progressista, enfraquecendo justamente a tentativa do PT de consolidar Samanda como uma candidatura forte ao Senado. Essa disputa de avaliações segue sem definição oficial. O partido havia sinalizado que fecharia posição no dia 5 de maio, mas a decisão acabou adiada, mostrando que o tema permanece sensível e aberto nos bastidores petistas. Até lá, a tendência é de que as negociações e pressões internas continuem crescendo em torno da montagem definitiva do palanque governista no RN.