• Redação
  • 31/10/2026

Produção de petróleo despenca 16,1% no RN e setor cobra novos investimentos para conter crise

A produção de petróleo em terra no Rio Grande do Norte registrou uma queda de 16,1% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a média diária passou de 31.676 para 26.572 barris. O cenário preocupa o setor, que discutiu alternativas para recuperar a atividade durante o SMS Oil & Gas 2026, realizado nos dias 29 e 30 de outubro, na sede do Sebrae-RN, em Natal.

A retração também atingiu a produção de gás natural. No segundo trimestre, o volume extraído caiu 13,04%, enquanto a produção de petróleo recuou 17,82% em relação ao mesmo período de 2025. Representantes da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) apontam o envelhecimento dos campos produtores como uma das principais causas do problema. Para reverter a tendência, as empresas defendem investimentos em tecnologia, recuperação de poços, novas perfurações e maior eficiência operacional. O licenciamento ambiental também esteve entre os assuntos debatidos no encontro.

Apesar das dificuldades, o Rio Grande do Norte continua sendo o maior produtor de petróleo em terra do Brasil. A atividade mantém importância estratégica para a economia potiguar, especialmente na geração de empregos, arrecadação de royalties e movimentação econômica dos municípios produtores. Durante o fórum, representantes da ANP e das operadoras destacaram que os campos maduros ainda possuem potencial econômico, desde que recebam investimentos capazes de prolongar sua vida produtiva. O desafio é impedir que o declínio da extração comprometa ainda mais uma das atividades industriais mais relevantes do estado.