Cadu Xavier anuncia nova composição política no RN e promete equilíbrio fiscal sem aumentar impostos
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que o resultado das eleições de 2026 provocou uma reorganização das forças políticas estaduais e abriu caminho para a formação de uma nova base de sustentação do governo. Em entrevista concedida à Tribuna do Norte, publicada neste sábado (31), Cadu reconheceu que os apoios recebidos no segundo turno, incluindo lideranças como Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas e Dr. Gustavo Soares, representam mais do que alianças eleitorais circunstanciais. Segundo ele, essas adesões fazem parte de uma nova composição política que deverá participar da próxima administração. Para a escolha dos secretários, estabeleceu três critérios: honestidade, capacidade técnica e sensibilidade social.
Na área econômica, Cadu anunciou que pretende controlar o crescimento das despesas públicas e ampliar a arrecadação estadual sem elevar impostos. Ex-secretário da Fazenda, o governador eleito considera o equilíbrio fiscal uma condição necessária para aumentar os investimentos em serviços públicos e infraestrutura. Também sinalizou que pretende preservar o fortalecimento do serviço público, uma das marcas da administração de Fátima Bezerra, mas dar maior atenção ao desenvolvimento econômico, à atração de empresas e à geração de empregos. Entre as prioridades anunciadas estão a aceleração das obras do Hospital Metropolitano, a continuidade da duplicação da BR-304 e a construção da Terceira Ponte de Natal, projetos para os quais espera contar com a parceria do presidente Lula.
Na segurança pública, Cadu defendeu o fortalecimento do policiamento, a ampliação do videomonitoramento e a presença de serviços públicos nas comunidades como instrumentos de enfrentamento ao crime organizado. O governador eleito também afirmou que manterá relações institucionais com todos os prefeitos potiguares, inclusive aqueles que apoiaram seus adversários. Eleito com 50,77% dos votos válidos, Cadu assumirá o governo em janeiro de 2027 diante do desafio de conciliar responsabilidade fiscal, ampliação dos investimentos e acomodação das diferentes forças políticas que passaram a integrar seu campo de apoio.