Paulo Figueiredo chama jornalistas de "putas pagas" e disse que Miriam Leitão "não merecia ser estuprada"
Congresso em Foco - Paulo Figueiredo voltou a repercutir após associar profissionais da imprensa a interesses financeiros e atacar diretamente veículos e comentaristas. Durante live na noite de terça-feira (28), ele afirmou que jornalistas seriam "putas pagas" com recursos públicos de publicidade estatal e "prostitutas de alma".
Enquanto comentava a proibição de observadores dos EUA no Brasil, disse preferir que suas filhas o apresentassem como "gigolô" do que como jornalista, uma profissão que, segundo ele, é pior que a prostituição.
"Quando eu digo que os jornalistas são putas, pagas para dizerem o que estão dizendo, pagos regiamente, eu não tô falando metaforicamente", afirmou. Em seguida, reforçou o ataque ao dizer que comentaristas seriam financiados com dinheiro público: "Todas essas caras que você vê comentando na Globo News são putas recebendo dinheiro do governo Lula".
Ao longo da transmissão, o influenciador ampliou as críticas, sugerindo que veículos e jornalistas dependeriam de verbas de publicidade estatal para existir. Ele citou nominalmente empresas de comunicação e afirmou que, sem esse financiamento, profissionais estariam fora do mercado.
Figueiredo retomou uma fala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro dizia que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por ser feia e adaptou a declaração à jornalista Míriam Leitão, ao chamá-la de "Míriam Leitoa".
"Não fossem esse dinheiro do governo Lula, elas estariam desempregadas, elas estariam catando lixo na rua, ou se prostituindo, algumas talvez tenham até aparência para se prostituir, outras não, não vou citar aqui nomes, mas tenho dificuldade de imaginar se, por exemplo, a Miriam Leitoa, caso não tivesse uma teta pra mamar na Globo, tenho dúvidas se haveria demanda caso se prostituísse. É mais uma que não merece ser estuprada, como todas as outras não merecem, mas essas talvez um pouco mais. Eu tenho desprezo por essas pessoas."
Vítima da ditadura militar, Míriam foi presa e torturada em 1972, quando tinha 19 anos e estava grávida do primeiro filho. Em um quartel no Espírito Santo, sofreu graves abusos físicos e psicológicos, que inclui ser colocada em uma cela escura junto com uma jiboia.
Durante a fala, o influenciador e aliado da família Bolsonaro faz uma pausa e sorri. Na terça-feira (21), Paulo Figueiredo afirmou que Bolsonaro se destacou por expressar o que outras pessoas não teriam coragem de dizer, a exemplo de incitação ao estupro. Ele fez um trocadilho com o nome da deputada Maria do Rosário, ao se referir a ela como "horrorosário".