Nas redes, 88% defenderam urnas após ataques de Flávio
SBT - A defesa das urnas eletrônicas teve amplo apoio de internautas nas redes sociais e em grupos públicos de aplicativos de mensagens. É o que mostra levantamento da Palver, segundo o qual 88% das menções no Instagram e no TikTok foram contrárias aos ataques do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao sistema eletrônico de votação.
Em grupos de Telegram e WhatsApp, 71% dos comentários também criticaram a postura do presidenciável durante encontro com embaixadores, realizado em Brasília.
Manifestações públicas de autoridades, como a ministra Cármen Lúcia, que deixou a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho deste ano, e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ajudaram a impulsionar o debate nas redes.
O tema foi um dos mais comentados no ambiente digital e superou, em volume de menções, as novas tarifas impostas ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos. Segundo o levantamento, a discussão sobre as urnas registrou 241 menções a cada 100 mil postagens, ante 110 menções relacionadas às novas sanções.
O pico das publicações ocorreu após o TSE divulgar uma nota pública — originalmente publicada em 2022 — para rebater declarações de Flávio Bolsonaro. Durante encontro com embaixadores, o pré-candidato afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras eram as mesmas utilizadas na Venezuela.
O levantamento da Palver também destaca o impacto das campanhas promovidas pelo TSE desde que as urnas eletrônicas passaram a ser alvo de questionamentos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que passaram a colocar em dúvida a segurança do sistema eletrônico de votação, adotado no Brasil desde 1996 e usado como referência por outros países.