Governadores de direita abandonam discurso de Flávio Bolsonaro e buscam aproximação com Lula após derrota eleitoral
Governadores eleitos e reeleitos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026 passaram a defender uma relação institucional e pragmática com o presidente Lula (PT). Segundo reportagem do UOL publicada neste domingo (8), nenhum dos 15 governadores aliados do senador endossou a carta em que ele questionou o resultado das eleições e alegou fraude sem apresentar provas. A mudança de postura ocorre diante da necessidade de investimentos federais e de negociações financeiras com a União.
Entre os exemplos está Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, que defendeu o respeito ao resultado das urnas. Douglas Ruas (PL), eleito no Rio de Janeiro, também sinalizou disposição para cooperar com o governo federal. Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) terá de negociar uma dívida estadual de R$ 180 bilhões com a União, enquanto Luciano Zucco (PL), eleito no Rio Grande do Sul, enfrentará um passivo superior a R$ 100 bilhões. Sergio Moro (PL), eleito no Paraná, afirmou que continuará na oposição, mas admitiu cooperação em pautas de interesse público.
O distanciamento também aparece nas redes sociais. De acordo com levantamento do UOL, entre 28 de outubro e 7 de novembro, Tarcísio, Moro, Zucco, Douglas Ruas e Celina Leão, do Distrito Federal, não fizeram publicações mencionando Flávio Bolsonaro. As manifestações se concentraram em assuntos administrativos e na organização dos novos governos. O cenário evidencia a diferença entre a postura de contestação eleitoral adotada pelo senador e a disposição de seus antigos aliados de estabelecer relações institucionais com o presidente reeleito.