Flávio muda tom, reconhece derrota e agora diz que pedirá cassação da ‘chapa eleita’
Um dia depois de dizer que não reconhecia o resultado da eleição e que pediria a anulação do pleito, o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, passou a tratar a derrota para Lula, do PT, como fato consumado. Sem retirar explicitamente a afirmação de que era “impossível” aceitar os resultados, declarou em vídeo que vai pedir a cassação da chapa do presidente e do vice reeleitos Lula, do PT, e Geraldo Alckmin, do PSB.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 26/10, ele disse que “o sistema ganhou” e que, se fosse ele o vencedor, não teria sido alvo da ação da Polícia Federal (PF), a mando do Supremo Tribunal Federal (STF) que o intimou a entregar os passaportes, medida que classificou como uma tentativa de intimidação.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, a assessoria do senador também tratou a disputa como encerrada. “A eleição terminou, mas a luta por um Brasil diferente continua”, diz o texto.
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Flávio agora fala em ‘maior compra de votos da história’
Flávio deixou de lado o pedido de anulação, que no domingo tinha atribuído à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar a votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas, e passou a acusar Lula de abuso de poder político e econômico.
“Lula injetou quase meio trilhão de reais de dinheiro público para fazer a maior compra de votos da história das eleições no Brasil”, afirmou o senador, que voltou ao discurso pelo fim da reeleição. “O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira.”
Segundo Flávio, a competição tem de ser justa e igual, o que, na avaliação dele, não aconteceu.
A reportagem procurou a campanha de Lula para comentar as acusações e aguarda resposta.
Lula foi reeleito no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de 4,43 milhões de votos.