• Redação
  • 21/10/2026

Flávio Bolsonaro corre ao STF para acessar investigação sobre amigo suspeito de lavagem de dinheiro e movimentações milionárias em bets

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) solicitou, nesta terça-feira (20), ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso ao inquérito da Polícia Federal que investiga o advogado Willer Tomaz, seu amigo próximo, por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas. Segundo reportagem do UOL, Flávio aparece nos elementos reunidos pelos investigadores e, por isso, pediu acesso aos documentos da investigação. Até a publicação da matéria, Moraes ainda não havia autorizado a consulta.

A Polícia Federal identificou indícios de uma relação financeira entre Flávio e Willer Tomaz que ultrapassaria os vínculos de amizade. Conforme revelou o UOL, os investigadores encontraram referências a uma conta no Banco Santander que estaria vinculada aos dois, informação negada por ambos. A investigação também identificou uma complexa estrutura de empresas, instituições de pagamento e plataformas de apostas associadas ao advogado, com movimentações milionárias consideradas suspeitas. Os investigadores apuram a possibilidade de utilização dessas operações para ocultar a origem e o destino de recursos.

Os valores chamam atenção. Segundo nota técnica do Ministério da Fazenda citada pelo UOL, Willer Tomaz depositou mais de R$ 258 milhões na Foggo, empresa responsável pela Blaze, enquanto o volume total de apostas associado ao advogado chegou a aproximadamente R$ 5 bilhões em 2025. A Polícia Federal suspeita que parte dessas operações tenha sido simulada, hipótese ainda sob investigação. A defesa de Tomaz nega irregularidades e sustenta que os recursos são lícitos. Flávio, por sua vez, afirma que mantém apenas uma relação de amizade com o advogado. O caso permanece em apuração, sem conclusão sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.