Em carta, Bolsonaro chama Flávio de porta-voz e pede união sem citar crise com Michelle
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em carta divulgada neste sábado 11, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é seu “porta-voz” e pediu que seus aliados deixem de lado as diferenças em torno da pré-candidatura do filho à Presidência da República.
A mensagem foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. No texto, Bolsonaro declarou confiar no senador para liderar o projeto político do grupo.

Carta escrita por Jair Bolsonaro foi lida por Flávio Bolsonaro durante transmissão ao vivo neste sábado 11 Foto: Reprodução/Youtube
“Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças”, escreveu o ex-presidente.
Na sequência, Bolsonaro reforçou o apoio ao filho: “Meu pré-candidato, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade”.

Após a leitura da carta, Flávio agradeceu a manifestação do pai e afirmou que o gesto ajuda a unificar o discurso do grupo político.
“Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo”, declarou.
A carta foi divulgada dias após a troca de acusações entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais. Apesar do contexto, o ex-presidente não fez qualquer referência ao episódio na mensagem.
A crise familiar ganhou repercussão no fim de junho, quando Michelle afirmou ter sido maltratada e humilhada pelo senador. Flávio chegou a pedir desculpas publicamente, mas o conflito voltou a ganhar força após novas publicações envolvendo o parlamentar e a ex-primeira-dama.
Em meio às divergências, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Segundo o partido, a decisão foi acertada em reunião com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Na última semana, Valdemar afirmou que Flávio e Michelle não mantêm diálogo desde o início da crise e defendeu o fim dos conflitos internos antes da convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 25 de julho.