Desemprego cai 1,9 ponto no RN e tem maior queda entre estados, diz IBGE
A taxa de desocupação caiu 1,9 ponto percentual no Rio Grande do Norte no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano. O estado registrou a maior redução entre os estados, segundo a PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (14).
O levantamento aponta melhora no mercado de trabalho potiguar, mas também mostra que a informalidade e a subutilização continuam atingindo uma parcela significativa dos trabalhadores.
Segundo o IBGE, 13 das 27 unidades da Federação tiveram queda na taxa de desocupação no 2º trimestre de 2026.
- Rio Grande do Norte — queda de 1,9 ponto percentual
- Acre — 1,6 p.p.
- Paraíba — 1,6 p.p.
- Tocantins — 1,5 p.p.
- Alagoas — 1,3 p.p.
- Minas Gerais — 1,2 p.p.
- Mato Grosso do Sul — 1,1 p.p.
- Goiás — 1,0 p.p.
- Rondônia — 1,0 p.p.
- Maranhão — 0,9 p.p.
- Espírito Santo — 0,9 p.p.
- Mato Grosso — 0,9 p.p.
- Santa Catarina — 0,6 p.p.
O Rio Grande do Norte foi o estado que apresentou a maior redução da taxa de desocupação entre o primeiro e o segundo trimestre. A queda foi de 1,9 ponto percentual.Na média nacional, a taxa passou de 6,1% para 5,4%, uma redução de 0,7 ponto percentual.
Subutilização chega a 16,3% no estado
Apesar da queda no desemprego, a taxa composta de subutilização da força de trabalho no RN ficou em 16,3%.
O índice considera pessoas desocupadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas que estão disponíveis para trabalhar, mas não estão procurando uma ocupação ou não conseguiram se inserir no mercado. O percentual potiguar ficou acima da média brasileira, de 12,9%. No ranking nacional, o RN aparece na 11ª posição.
Entre os estados, o maior índice foi registrado no Piauí, com 26,6%, seguido por Bahia (24%), Alagoas (23,4%), Maranhão (22,7%) e Pernambuco (21%).
Mais de 40% dos ocupados estão na informalidade
A informalidade também permanece como um dos principais desafios do mercado de trabalho do Rio Grande do Norte.
No segundo trimestre, 41,3% da população ocupada no estado estava na informalidade, percentual acima da média nacional, de 37,4%.
O indicador considera empregados privados sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, empregadores sem registro no CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.
O Maranhão apresentou a maior taxa do país, com 56,9%, enquanto Santa Catarina teve a menor, de 25,4%.
68,4% dos empregados privados têm carteira assinada
Entre os empregados do setor privado no RN, 68,4% tinham carteira de trabalho assinada no segundo trimestre.
O percentual ficou abaixo da média brasileira, de 74,4%. Santa Catarina apresentou a maior proporção do país, com 86,7%. No Nordeste, o RN ficou acima de Alagoas (64,3%), Pernambuco (63,2%), Ceará (61,2%), Bahia (60,8%), Sergipe (60,5%), Paraíba (59,7%), Piauí (54,2%) e Maranhão (53,6%).
25,6% dos ocupados trabalham por conta própria
Outro dado da pesquisa mostra que 25,6% das pessoas ocupadas no RN trabalhavam por conta própria no segundo trimestre.
O índice ficou acima da média nacional, de 25,3%, e colocou o estado na 9ª posição entre as 27 unidades da Federação. O maior percentual foi registrado no Maranhão, com 33,8%, seguido por Amapá (31%) e Pará (30,3%). O menor índice foi observado no Acre, com 17,5%.
Rendimento médio no Nordeste foi de R$ 2.645
O rendimento médio real de todos os trabalhos no país chegou a R$ 3.738 no segundo trimestre. Na comparação com o trimestre anterior, houve estabilidade estatística.
No Nordeste, o rendimento médio foi de R$ 2.645 e apresentou crescimento em relação ao segundo trimestre de 2025.