• Redação
  • 20/05/2026

Debate sobre redução da jornada expõe “direita envergonhada”, diz Natália

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A deputada federal Natália Bonavides (PT), suplente da comissão da Câmara que analisa o fim da escala 6×1, disse nesta terça-feira (19) que a “direita não consegue nem argumentar” em relação ao tema. Ela criticou as emendas apresentadas por parlamentares da oposição para manter a jornada de trabalho de 44 horas semanais para atividades essenciais e estabelecem um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor. Segundo a petista, deputados da oposição não querem se expor ao votar contra o projeto e agem como uma “direita envergonhada”

Bonavides ainda citou que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foi convidada para defender sua posição na Câmara, mas faltou ao debate. Ela também criticou a fala do diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Marcelo Osório, que em outra audiência na segunda (18), argumentou que “a galinha não põe ovo quatro dias por semana, ela põe nos sete dias”. 

“Embora não seja agradável ouvir esse tipo de coisa aqui, é importante vermos o que elas sinalizam. Elas sinalizam que a direita não consegue nem argumentar. As entidades representantes do patronato que estiveram aqui ontem (18) não trouxeram um dado, um número, uma projeção, nada que defendesse o ponto que está sendo defendido por eles”, afirmou a deputada.

“Nós temos agora uma direita envergonhada. Eles não querem botar o dedo, votar contra esse projeto, porque sabem que é isso que o povo brasileiro quer. E vão agindo assim: ‘Vamos votar a favor, mas a gente tenta aprovar aqui uma emenda que acaba com o projeto’”, prosseguiu.

Segundo Natália, as audiências públicas na Casa demonstram a “luta de classes desenhada”.

“Vemos que, em todos estes anos, a exploração aumentou, porque a produtividade aumentou, sem que os trabalhadores tivessem redução da jornada. Quem indenizou esses trabalhadores pelo aumento de produtividade sem redução da jornada? Houve indenização para esses trabalhadores?”, questionou.

“E, como forma também de tentar inviabilizar, a direita tenta dizer que é o Estado que tem que pagar pela redução da jornada, pela conquista desse direito. Já passou da hora, a gente já deveria ter aprovado isso há muito tempo. Aliás, sabemos que temos condições econômicas, tecnológicas e sociais para que seja menor, mas vamos ao que será possível agora”, disse a deputada do PT.