Alcolumbre reage ao PL, critica ataques às urnas e acirra disputa com Rogério Marinho pelo comando do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez duras críticas ao PL nesta quarta-feira (4), poucas horas depois de o partido oficializar a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa. Alcolumbre questionou a postura de integrantes da legenda que passaram a contestar a confiabilidade das urnas eletrônicas após a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula no segundo turno. O senador lembrou que o mesmo sistema eleitoral garantiu ao PL a eleição de 120 deputados federais e mais de 20 senadores no primeiro turno.
O confronto ocorreu durante uma discussão sobre a redução da maioridade penal. Alcolumbre decidiu adiar a votação da proposta no Senado, atendendo a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que os deputados concluam primeiro a análise do tema. A decisão provocou reação do líder do PL, Carlos Portinho (RJ), que acusou o presidente do Senado de descumprir um acordo. Em resposta, Alcolumbre criticou parlamentares que, segundo ele, conquistaram votos por meio de ataques pessoais e confrontos com as instituições.
O episódio acontece em meio à disputa pela presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027. Rogério Marinho tenta reunir os votos da oposição para enfrentar Alcolumbre, que busca a reeleição com apoio de setores governistas e do Centrão. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também se apresenta como alternativa. O confronto desta quarta-feira evidencia o ambiente de tensão política que cerca a sucessão no comando da Casa e as dificuldades de articulação entre os diferentes grupos parlamentares.