Governador petista da Bahia defende sucessor de Lula fora do PT e cobra mais espaço para o Nordeste
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que o sucessor do presidente Lula não precisa necessariamente pertencer ao Partido dos Trabalhadores. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quarta-feira (4), Jerônimo defendeu que a escolha seja feita a partir de um campo político mais amplo, comprometido com a continuidade do projeto do atual governo. O governador citou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como exemplo de liderança de outra legenda que desempenha papel relevante na administração federal. Para ele, a formação de novas lideranças deverá ser uma das tarefas do quarto mandato de Lula.
Jerônimo também cobrou maior participação do Nordeste nas decisões nacionais do PT e na composição do próximo governo. O governador lembrou que os quatro governadores petistas eleitos em 2026 são nordestinos e questionou a concentração das decisões partidárias em São Paulo. Segundo ele, a região precisa deixar de ser tratada apenas como um importante reduto eleitoral e passar a exercer maior influência na formulação de políticas nacionais, especialmente nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento e ciência.
Na entrevista, o governador ainda criticou a pressão do mercado financeiro para que Lula anuncie rapidamente seu futuro ministro da Fazenda. Jerônimo argumentou que o presidente precisa de tempo para organizar a equipe econômica e defendeu uma gestão capaz de conciliar responsabilidade fiscal e demandas sociais. Sobre a segurança pública, sustentou a necessidade de punições mais rigorosas contra o crime organizado, acompanhadas de políticas de ressocialização e inclusão social.