22 de fevereiro de 2026
Crise hídrica e venda da Sabesp viram temor de Tarcísio para campanha
Autor: Daniel Menezes
Metrópoles - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem avaliado junto a interlocutores que uma eventual crise hídrica no ano eleitoral será atribuída pela oposição como uma consequência da privatização da Sabesp, uma das principais vitrines da gestão no primeiro mandato.
Diante disso, há uma preocupação para que a campanha de Tarcísio consiga comunicar que os dois eventos não estariam relacionados e evitar que essa correlação ganhe tração junto ao eleitorado.
A venda da Sabesp é tida como a “joia da coroa” do portfólio de privatizações e concessões do governo Tarcísio e deve ser explorada pelo chefe do Palácio dos Bandeirantes durante a campanha. Em entrevistas e eventos públicos, o governador costuma enaltecer dados sobre obras e investimentos realizados pela companhia após a desestatização.
O objetivo do governador e seu entorno é estabelecer uma agenda positiva ligada ao assunto Sabesp.
Na última quinta-feira (20/2), Tarcísio iniciou uma rodada de entregas de obras voltadas à resiliência hídrica e saneamento da empresa. Segundo o governo, são cerca de mil obras em andamento em 370 municípios atendidos pela Sabesp. O pacote foi batizado de “Na Rota da Água”.
“A gente está muito preocupado com a questão de resiliência. A disponibilidade hídrica, sobretudo na região metropolitana, é baixa. Então, toda vez que a gente tem um problema de estiagem, como está enfrentando esse ano, a gente fica com a rede superpressionada e precisa levar investimento, aumentar os nossos canais e a nossa oferta de água. Então, precisa aumentar a produção, o tratamento e a distribuição. E esse pacote de obras que contém mais de mil obras tem a ver com isso”, disse Tarcísio em um dessa entregas, em Itapecerica da Serra.
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