30 de janeiro de 2026
Ministros e aliados discutem transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar
Autor: Daniel Menezes
A discussão sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir prisão domiciliar envolve não apenas aliados próximos, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas também alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que têm manifestado apoio à transferência nos bastidores.
Segundo relatos obtidos pelo blog de Malu Gaspar, do jornal O Globo, o ministro Gilmar Mendes participou ativamente da articulação, tendo ajudado a convencer o relator do caso do suposto plano golpista, Alexandre de Moraes, a receber Michelle em seu gabinete no último dia 15. Gilmar também se reuniu com Michelle e expressou, de forma reservada, apoio à prisão domiciliar de Bolsonaro devido a problemas de saúde, embora tenha ressaltado que a decisão final cabe a Moraes, com quem mantém proximidade.
Outro ministro do STF, Kassio Nunes Marques, indicado ao cargo pelo próprio Bolsonaro, também já teria demonstrado apoio à medida, comunicando seu posicionamento ao relator. Vale destacar que ambos fazem parte da Segunda Turma do STF, e não participaram do julgamento que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por articular um golpe de Estado.
Um interlocutor do ex-presidente afirmou que: “Se o Bolsonaro morrer na cadeia, o Supremo fica mais no sal ainda”, lembrando o desgaste da Corte com decisões controversas, como a tomada pelo ministro Dias Toffoli no caso Banco Master.
Avaliação médica
Na semana passada, uma equipe de três peritos médicos da Polícia Federal visitou Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, dentro do complexo da Papuda. A inspeção, que durou cerca de duas horas, serviu para a elaboração de um novo laudo médico, que ainda não foi concluído, mas já é utilizado como argumento para solicitar a prisão domiciliar.
Com informações do Globo
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