• Redação
  • 20/10/2026

UFRN REAGE À VIOLÊNCIA BOLSONARISTA E ANUNCIA MEDIDAS JUDICIAIS: UNIVERSIDADE NÃO É TERRA SEM LEI

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciou que adotará medidas administrativas e judiciais para responsabilizar os envolvidos nos episódios de violência registrados nesta segunda-feira (19). O protesto denominado “UFRN anti-Lula”, realizado sem autorização institucional e com a participação de lideranças bolsonaristas, transformou o Campus Central em cenário de confronto, ameaças, depredação e interrupção de aulas. Segundo a própria universidade, houve utilização de equipamentos de som e fogos de artifício, além de danos ao patrimônio público.

O episódio ultrapassou os limites de uma manifestação política legítima. Uma universidade pública não pode ser tratada como território livre para intimidações, provocações e ações que impeçam professores e estudantes de exercer suas atividades. A presença do deputado federal General Girão (PL) e de outras lideranças políticas torna ainda mais grave a necessidade de apuração das responsabilidades. Parlamentares deveriam dar exemplo de respeito às instituições, não participar de mobilizações que terminam com estudantes feridos e atividades acadêmicas suspensas.

A reação da UFRN é necessária e precisa produzir consequências concretas. Liberdade de expressão não significa licença para tumultuar, ameaçar ou destruir patrimônio público. Os responsáveis pelas agressões e pelos danos devem ser identificados e responder pelos seus atos, independentemente de posição política. A universidade não pode se curvar à intimidação de grupos que confundem divergência democrática com autorização para promover o caos.