Amigo de Flávio Bolsonaro movimentou 5 bilhões em apostas e colocou dinheiro em bet investigada por suspeita de lavar recursos do PCC
O advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio Bolsonaro (PL), movimentou cifras bilionárias em plataformas de apostas e realizou operações em uma empresa investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo reportagem de Natália Portinari e Fabio Serapião, publicada pelo UOL nesta terça-feira (20), Willer depositou R$ 1,3 milhão na plataforma 7K, pertencente ao grupo Ana Gaming, alvo da Operação Narco Bet. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 631 milhões do grupo diante de suspeitas de lavagem de recursos do crime organizado. Na mesma plataforma, o advogado realizou R$ 4,8 milhões em apostas. A investigação não significa, porém, que Willer tenha participado do suposto esquema envolvendo o PCC.
As revelações vão além. Documentos do Ministério da Fazenda mostram que Willer depositou mais de R$ 258 milhões na Blaze e realizou aproximadamente R$ 5 bilhões em apostas ao longo de 2025, tornando-se o maior apostador pessoa física do país naquele ano. A Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e a possibilidade de o advogado atuar como sócio oculto da plataforma. A proximidade com Flávio Bolsonaro também está sob investigação da PF, que apura uma possível atuação conjunta em operações financeiras suspeitas. Reportagem anterior do UOL revelou ainda indícios de que os dois compartilharam uma conta bancária. Willer afirma que seus recursos são lícitos, nega vínculos com os controladores da 7K e ressalta que não é investigado na Operação Narco Bet. Flávio classificou as suspeitas envolvendo seu nome como notícias falsas.