Trump diz que conversou com Lula no G7, chama Brasil de 'país politicamente difícil' e confunde filhos de Bolsonaro
G1 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que conversou com o presidente Lula durante a cúpula do G7, e chamou o Brasil de um "país politicamente difícil".
O presidente dos EUA foi questionado sobre sua interação com Lula pela repórter da TV Globo Bianca Rothier, durante uma entrevista à imprensa na cúpula de Evian, na França.
Perguntado se conversou com Lula sobre a designação do PCC e do CV como grupos terroristas pelos EUA e sobre o novo tarifaço imposto ao Brasil, Trump disse apenas que "passou bastante tempo" com o presidente brasileiro, sem falar sobre o teor ou o conteúdo do diálogo.
Ele também lamentou, erroneamente, "que Bolsonaro Júnior tenha sido preso", em uma possível alusão à decisão do STF na terça que condenou Eduardo Bolsonaro à prisão por coação na trama golpista.
"Politicamente, o Brasil tem sido algo desagradável. Ouvi dizer que eles prenderam alguém que está concorrendo à presidência. Ouvi dizer que prenderam 'Bolsonaro Jr'. Ele estava indo bem nas pesquisas, mas o prenderam ou querem o prender", afirmou Trump.
Em sua fala, o presidente norte-americano pareceu confundir Eduardo com Flávio Bolsonaro, porque apenas o segundo está concorrendo à presidência contra o presidente Lula.
Depois, Trump pareceu fazer um paralelo entre os processos eleitorais no Brasil e nos EUA. "Eles [Brasil] jogam duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Nossas eleições são totalmente roubadas", disse.
Teriam eliminado o Oriente Médio, diz Trump sobre o Irã
Trump também disse em coletiva nesta quarta que o Irã teria utilizado usado arma nuclear assim que a construísse, e que o país eliminaria todo o Oriente Médio com o armamento.
"Eles iriam eliminar todo o Oriente Médio, incluindo Israel, e se tivessem uma arma nuclear, teriam usado em questão de momentos após a obter", afirmou Trump durante coletiva de imprensa na França.
A acusação contra o Irã foi um dos principais argumentos utilizados pelo presidente dos EUA na coletiva defender os méritos da guerra movida junto com Israel contra Teerã, e exaltar o acordo de paz assinado com o governo iraniano na segunda-feira que, segundo ele, "é o começo de um tratado muito maior".
Segundo Trump, o Irã representava uma ameaça urgente no momento do início do conflito, e no acordo atual os iranianos concordaram em "não buscar, comprar nem produzir uma arma nuclear". Ele acrescentou que o governo de Teerã "tem agido de forma apropriada nas últimas semanas".