• Redação
  • 05/09/2026

"Trem da Alegria" passará como um raio na eleição e depois deve voltar à gaveta do TJ

O Trem da Alegria da Assembleia Legislativa nasceu de efetivações sem concurso público que acabaram questionadas pelo Ministério Público. Álvaro Dias, presidente da Casa entre 1997 e 2003, tornou-se um dos personagens centrais do episódio: ele próprio foi transferido da Secretaria de Saúde para o quadro permanente da Assembleia. Familiares e antigos auxiliares também aparecem entre os casos questionados.

A batalha judicial atravessou décadas. Houve decisões reconhecendo prescrição, recursos e passagem pelos tribunais superiores. STJ e STF impediram que a controvérsia simplesmente morresse pelo tempo, mas os desdobramentos individuais continuaram se arrastando. É um daqueles casos em que a velocidade da Justiça contrasta brutalmente com o tamanho político do assunto. O tema é inglório para diversas famílias de empresários e políticos de Natal e não há, efetivamente, interesse coletivo no andar de cima para que o caso avance.

Agora, Allyson Bezerra jogou o Trem da Alegria no colo de Álvaro Dias em plena eleição, transformando um caso antigo em munição de campanha. O escândalo passará como um raio pelas urnas, com enorme repercussão justamente quando Álvaro disputa o Governo. Depois de outubro, porém, corre o risco de acontecer o que sua própria história já conhece: a eleição termina, os holofotes se apagam e o Trem da Alegria volta a dormir em alguma gaveta do TJRN.