Sindicatos defendem técnica que denunciou agressão de Magno Malta
Metrópoles - Os sindicatos dos Técnicos de Enfermagem (Sindate) e dos Enfermeiros (SindEnfermeiro) do Distrito Federal se manifestaram em defesa da técnica de enfermagem que denunciou ter sido agredida fisicamente e chamada de “imunda” pelo senador Magno Malta (PL-ES) em um hospital particular da capital. Os órgãos classificaram a situação revelada pelo Metrópoles na última sexta-feira (1º/5) como “ultrajante” e ressaltaram a importância da apuração dos fatos.
Um dia após o ocorrido, o Sindate-DF se posicionou de forma cautelosa. “Aguardamos a devida apuração dos fatos pelas autoridades competentes. Caso as denúncias sejam confirmadas, o Sindate repudia veementemente qualquer tipo de agressão ou desrespeito contra trabalhadores da saúde“, pontuou.
O Sindate-DF também se colocou à disposição da vítima e disse estar acompanhando o caso. “Reforçamos a importância de que todos os fatos sejam devidamente investigados e esclarecidos com transparência e responsabilidade.”
Já o Setorial de Mulheres do SindEnfermeiro-DF subiu o tom. “É ultrajante que além de ser vítima de agressões verbais e físicas, a profissional ainda precise enfrentar uma campanha difamatória que tenta invalidar sua dor e profissionalismo”, declarou a entidade, nessa segunda-feira (4/5).
“Expressamos a necessidade de que a denúncia da técnica de enfermagem seja credibilizada e sejam tomadas as providências cabiveis pelas entidades de classe, pela segurança pública e pelo judiciário”, afirmou o SindEnfermeiro-DF.
A enfermeira Lígia Maria, presidente do Setorial de Mulheres no SindEnfermeiros, publicou um artigo a respeito do caso, nesta terça-feira (5/5), novamente em defesa da técnica de enfermagem e com críticas a Magno Malta. No texto, a profissional relembra polêmicas em que o senador se envolveu.
“A trajetória de Magno Malta é perpassada, ainda, por declarações racistas, defesa pública da LGBTfobia e obstrução dos direitos reprodutivos no Brasil”, cita. “O histórico de Magno Malta, no entanto, não afasta o apoio de pessoas que se identificam com sua defesa demagógica de valores conservadores.”
“De uma vez por todas, não cabe mais na Enfermagem brasileira lutar contra a violência e, na política cotidiana e eleitoral, apoiar os agressores.”