• Redação
  • 19/07/2026

🚨 Sendo injusto fazer ajuste nas costas dos servidores, qual candidato terá coragem de defender o corte dos duodécimos no RN?

Muito se elogia a gestão fiscal de estados como Paraíba e Ceará, mas pouca gente está disposta a enfrentar uma das discussões mais sensíveis do Rio Grande do Norte: o custo dos duodécimos destinados aos Poderes e órgãos autônomos. Se o discurso é de equilíbrio das contas públicas, é preciso perguntar quem, entre os candidatos ao Governo do Estado, terá disposição para defender uma revisão desse modelo, mesmo sabendo que isso significará enfrentar interesses da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e de outras instituições. Sem esse debate, qualquer promessa de ajuste fiscal corre o risco de ficar incompleta.

O dinheiro público não surge do nada. Se o Estado precisar apertar o cinto, a prioridade deveria ser preservar quem recebe menos e depende do salário para viver, e não transferir o peso do ajuste para os servidores da base. Cortar direitos ou congelar remunerações enquanto despesas institucionais permanecem intocáveis aprofunda a sensação de injustiça. Se há exemplos de estados vizinhos que adotaram medidas para conter despesas e reorganizar as contas, a sociedade tem o direito de cobrar dos candidatos propostas concretas sobre esse tema, em vez de apenas discursos genéricos sobre responsabilidade fiscal.