SE LIGA, ESQUERDA - Empenhado, Rogério Marinho põe o próprio pai como suplente de Coronel Hélio, e a esquerda não pode repetir o erro de 2022 que ajudou a elegê-lo
A decisão de Rogério Marinho de indicar o próprio pai, Valério Marinho, como primeiro suplente de Coronel Hélio é um sinal político de grande peso. O gesto demonstra que a eleição do candidato do PL ao Senado é tratada como prioridade absoluta pelo comando estadual do partido. Não se trata apenas da formação de uma chapa, mas de uma aposta estratégica, na qual Rogério vincula diretamente seu capital político e familiar ao sucesso da candidatura.
Esse movimento deveria servir de alerta para o campo progressista. Em 2022, a divisão dos votos entre candidaturas da esquerda contribuiu para a eleição do próprio Rogério Marinho ao Senado. Em 2026, uma nova pulverização poderá facilitar, mais uma vez, o caminho do PL. Em uma disputa por duas vagas, a coordenação dos votos pode ser decisiva, enquanto a fragmentação tende a beneficiar quem consegue concentrar apoios e executar uma estratégia eleitoral unificada.