Divisão de votos ao Senado ameaça potencial de Samanda, nome de Fátima na disputa, e amplia pressão dentro do PT
Nos bastidores do PT, a disputa pelo Senado é tratada por parte da militância e de dirigentes como algo que vai além do desempenho individual dos pré-candidatos. Nessa leitura, uma eventual derrota de Samanda representaria também um revés político para a governadora Fátima Bezerra, já que a pré-candidata é vista por esse grupo como a principal representante da continuidade do projeto político liderado pela governadora no Senado. É justamente esse argumento que alimenta parte das resistências internas à hipótese de apoio a Rafael Motta.
Segundo relatos de interlocutores acompanhados pelo blog, os defensores da candidatura de Rafael Motta dentro do PT concentram-se em dois grupos minoritários. O primeiro aposta que sua presença na chapa poderia ampliar a votação de Cadu Xavier ao Governo do Estado, hipótese que, na avaliação desses interlocutores, ainda não encontrou confirmação nas pesquisas divulgadas até o momento. O segundo enxerga na candidatura uma oportunidade de enfraquecer politicamente a senadora Zenaide Maia e, por consequência, o grupo liderado por Jaime Calado em São Gonçalo do Amarante, com foco em futuras disputas municipais. Para os críticos dessa estratégia, porém, uma decisão sobre a composição da chapa estadual não deveria ser condicionada por objetivos ligados à política local de um único município.