Quaest: 48% aprovam e 47% desaprovam governo Lula
G1 - Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra que 48% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente Lula (PT), enquanto 47% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Os números representam estabilidade em relação ao levantamento de julho, quando 48% aprovavam o governo, 47% desaprovavam e 5% não souberam ou não responderam./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/z/XUkC41S0S3Bca2ZkvpnA/260805-grafico-aprovacao-do-governo-lula.jpg)
Quaest: aprovação do governo Lula (agosto/2026) — Foto: Arte/g1
A diferença entre aprovação e desaprovação é de um ponto percentual. Considerando a margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, os índices estão tecnicamente empatados.
🔎 A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
Veja os números:
- Aprova o governo: 48% (eram 48% em julho, 47% em junho, 46% em maio, 43% em abril e 44% em março);
- Desaprova o governo: 47% (eram 47% em julho, 48% em junho, 49% em maio, 52% em abril e 51% em março);
- Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em julho, junho, maio, abril e março).
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os fatores que vinham impulsionando Lula (a aprovação da isenção do Imposto de Renda e o novo Desenrola) "perderam força marginal" na aprovação do governo.
"Os programas não deixaram de ajudar. O que parece ter diminuído é seu efeito marginal: o ganho político adicional que produzem ao longo do tempo. Tanto que a aprovação ficou estável em 48% e a desaprovação em 47%", avalia Nunes.
Nunes analisa que, no Desenrola, "a percepção de que o programa é uma boa ideia cai de 55% para 47%; o benefício direto recua de 12% para 10%". Entre os beneficiados pelo programa, a pesquisa mostra que o impacto significativo na renda, que cresceu entre junho e julho, caiu de 35% para 26% em agosto.
Algo semelhante acontece com a medida de isenção do Imposto de Renda:
"A isenção do IR segue o mesmo caminho: 30% dizem ter sido beneficiados, contra 32% em julho. Entre eles, os que não sentiram diferença na renda sobem de 39% para 46%, enquanto os que sentiram aumento significativo caem de 24% para 21%", comenta o diretor da Quaest, em seu perfil no X.
A Quaest também perguntou aos entrevistados como eles avaliam o governo Lula. Os números mostram que 36% avaliam o governo positivamente; 36%, negativamente; e 26%, como regular. Outros 2% não souberam ou não responderam.
Veja os números:
- Positivo: 36% (eram 36% em julho, 34% em junho, 34% em maio, 31% em abril e 31% em março);
- Negativo: 36% (eram 36% em julho, 38% em junho, 39% em maio, 42% em abril e 43% em março);
- Regular: 26% (eram 26% em julho, 26% em junho, 25% em maio, 26% em abril e 25% em março);
- Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2% em julho, 2% em junho, 2% em maio, 1% em abril e 1% em março).
O levantamento ainda questionou se o Brasil está seguindo na direção certa ou na direção errada. Para 55%, o país está indo na direção errada. Outros 38% avaliam que o Brasil segue na direção certa, e 7% não souberam ou não responderam.
- Direção errada: 55%
- Direção certa: 38%
- Não sabe/não respondeu: 7%
Veja outros resultados da Quaest:
- Lula tem 39% no 1º turno; Flávio Bolsonaro, 30%; Renan Santos, 4%; Caiado, 4%; e Zema, 2%
- Lula tem 44% contra 39% de Flávio Bolsonaro no 2º turno
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02.08.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante convenção Federação Brasil da Esperança, no Expo Center Norte, São Paulo - SP. — Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação