OS DOIS SENADOS DO RN: ZENAIDE PELO FIM DA 6X1; ROGÉRIO MARINHO NA LINHA DE FRENTE CONTRA A MUDANÇA
A discussão sobre o fim da escala 6x1 expôs dois projetos praticamente opostos dentro da própria bancada do Rio Grande do Norte no Senado. De um lado, Zenaide Maia (PSD) se posicionou desde o início pela redução da jornada e contra a manutenção do modelo de seis dias de trabalho para apenas um de descanso. A senadora foi a única dos três representantes potiguares que não assinou a PEC alternativa apresentada por Rogério Marinho e classificou a proposta do colega como uma forma de precarização das relações de trabalho. Na votação da CCJ, manteve sua posição favorável ao fim da 6x1.
Do outro lado está Rogério Marinho (PL), que se transformou em uma das principais vozes do Senado contra a proposta aprovada pela Câmara. Além de apresentar uma PEC alternativa baseada na flexibilização da jornada e na possibilidade de contratos por horas trabalhadas, Marinho tentou fazer com que seu texto servisse de base para a discussão no Senado. Na CCJ, a diferença ficou registrada no voto: enquanto Zenaide apoiou o fim da 6x1, Rogério foi um dos apenas quatro senadores que se manifestaram contra o parecer. O embate nacional sobre a jornada de trabalho ganhou, assim, uma tradução particularmente clara no RN: Zenaide defendendo mais tempo de descanso para o trabalhador e Rogério liderando a resistência à mudança.
STYVENSON RECUA: APÓS ASSINAR PEC DE ROGÉRIO, SENADOR VOTA PELO FIM DA ESCALA 6X1
Styvenson Valentim (Podemos) percorreu um caminho diferente dos dois colegas. Em junho, ele apareceu entre os signatários da PEC 12/2026, apresentada por Rogério Marinho como alternativa ao texto que extingue a escala 6x1 e que ampliava a possibilidade de flexibilização da jornada. Depois, Styvenson passou a defender publicamente a redução da jornada e, na votação da CCJ nesta quarta-feira (2), ficou ao lado de Zenaide e votou pelo fim da 6x1. Após a aprovação, foi além: chamou o dia de “histórico” e argumentou que a jornada excessiva prejudica a saúde física e mental dos trabalhadores. Na prática, Styvenson se afastou da proposta que havia assinado com Rogério e, na hora do voto, ficou do lado oposto ao senador do PL.