O RN deu ao Brasil um dos principais articuladores contra o fim da 6x1 e parte da esquerda ainda não acertou as contas com 2022
O Rio Grande do Norte deu ao Brasil hoje um dos principais antagonistas e articuladores contra o fim da escala 6x1: o senador Rogério Marinho. Enquanto a redução da jornada de trabalho ganha força como uma das principais pautas sociais do país, um político eleito pelo RN ocupa posição de destaque justamente na resistência à proposta. O episódio também deveria provocar uma reflexão dentro do campo progressista potiguar sobre como Marinho chegou ao Senado e sobre os erros políticos cometidos na eleição de 2022.
Parte da esquerda, porém, parece tratar o que aconteceu naquela disputa como uma questão menor. A divisão de votos no campo que poderia ter enfrentado Rogério Marinho foi decisiva para o resultado, e um dos artífices daquela fragmentação, Rafael Motta, continua recebendo apoio de setores da própria esquerda, apesar das sucessivas idas e vindas em relação ao campo lulista. Se hoje Rogério Marinho possui mandato, projeção nacional e força política para liderar a reação contra o fim da 6x1, discutir as escolhas de 2022 não é apenas olhar para o passado: é compreender como determinadas decisões políticas produziram consequências que permanecem muito presentes em 2026.