• Redação
  • 09/08/2026

O QUE A MÍDIA DO RN ESCONDE DO ELEITOR: bolsonarismo privatizou refinaria sob a falsa promessa de queda de preço e ativo acabou sob controle de estatal colombiana

A privatização dos ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte ganhou um desfecho que desmonta boa parte do discurso usado para defendê-la. Vendido pela Petrobras à 3R Petroleum em 2023, o Polo Potiguar, que inclui a Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, passou posteriormente à Brava Energia, resultado da fusão entre 3R e Enauta. Agora, a estatal colombiana Ecopetrol avança para assumir o controle da Brava. Ou seja: um ativo retirado da estatal brasileira sob a bandeira da privatização termina sob o controle de uma estatal estrangeira.

No RN, políticos ligados ao bolsonarismo, como Rogério Marinho, Fábio Faria, João Maia e Beto Rosado, defenderam a saída da Petrobras associando o processo à atração de investimentos, geração de empregos, maior concorrência e redução dos preços dos combustíveis. A realidade, porém, ficou distante da propaganda: houve reajuste dos combustíveis logo após a transferência dos ativos, e a prometida queda de preços não se materializou para o consumidor potiguar. O desfecho adiciona uma ironia difícil de ignorar: venderam os ativos da estatal brasileira em nome da eficiência privada e agora a Refinaria Clara Camarão acaba sob o guarda-chuva da estatal de outro país.