O fogo amigo e a busca por poder no novo governo Cadu
Nos bastidores, a movimentação de parte da equipe começou a incomodar. Pessoas próximas à governadora têm estranhado a pressa de certos auxiliares em cravar espaço no governo que sequer tomou posse e o desconforto já chegou ao primeiro escalão.
A orientação que corre internamente é clara: parem de anunciar por aí que vão assumir cargos no gabinete civil ou outros cargos. A leitura é de que a ansiedade de alguns pode atropelar o tempo da transição e criar ruído onde deveria haver discrição.
O recado, nos corredores, tem sido repetido quase como uma regra de etiqueta política: cargo é algo para o qual se é convidado, não vaga que se requisita. Quem se oferece demais acaba sinalizando mais interesse próprio do que compromisso com o projeto.
O que mais tem chamado atenção são os balões de ensaio. Nomes aparecem em blogs e veículos num ritmo que, para quem acompanha de perto, não parece coincidência e sim tentativa de pressionar o jogo por fora, garantindo espaço antes mesmo da formação oficial do time. Até aqui, a conta tem saído ao contrário: em vez de credenciar, o excesso de exposição tem queimado.