• Redação
  • 31/07/2026

Mendonça autoriza investigação da PF sobre Lulinha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta quinta-feira (30) que a Polícia Federal investigue o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), por crimes de corrupção e tráfico de influência.

A PF quer apurar possível influência de Fábio na autorização da comercialização de cannabis medicinal em programas do Ministério da Saúde.

A descoberta da atuação do filho do presidente no mercado de cannabis se deu no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de descontos associativos indevidos e não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

O relator do caso INSS no STF é o ministro André Mendonça. Nos bastidores do STF, o pedido de abertura de um novo inquérito pela PF foi interpretado como uma tentativa de tirar Fábio do escopo das decisões de Mendonça no âmbito da Sem Desconto. A estratégia, no entanto, fracassou, já que o novo sorteio na Corte também colocou o ministro como relator do caso das suspeitas de tráfico de influência de Fábio.

Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos, representante de Fábio, afirma que não pode "comentar concretamente nem avaliar o grau de ilegalidade de um inquérito" do qual não tem conhecimento.

Ele ainda diz que é "necessário entender qual a justificativa para a competência do STF" em relação ao caso.

O advogado acrescenta que, em sua visão, "uma nova investigação alheia à Operação Sem Desconto demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS. Não seria surpresa, porque Fábio nunca teve relação nenhuma com esse escândalo".

Por fim, ele conclui que suspeita de ilegalidade no pedido de inquérito.

"Se queriam achar algo e não acharam, não podem criar uma nova teoria para começar tudo de novo, esticando essa história até as eleições. Tentam achar 'x', como não acham, tentam 'y', e se não acharem vão inventar 'z'. Investigação não é exercício de tentativa e erro. Isso configura o que chamamos de pescaria probatória, que é ilegal e escancararia o interesse político por trás dessa movimentação peculiar", finaliza.