• Redação
  • 26/08/2026

Lula é a última resistência em defesa da Constituição e do Estado de bem-estar social

A eleição de 2026 vai muito além da disputa tradicional entre esquerda e direita. Lula representa hoje a principal resistência eleitoral de um projeto assentado na Constituição de 1988 e na preservação do Estado de bem-estar social construído a partir dela. Direitos trabalhistas, previdência, SUS, educação pública, políticas de transferência de renda e proteção aos mais vulneráveis integram um modelo constitucional que, com todas as suas limitações, estabeleceu a redução das desigualdades e a garantia de direitos sociais como responsabilidades do Estado.

É justamente esse arranjo que esteve no centro de boa parte dos conflitos políticos protagonizados pelo bolsonarismo nos últimos anos. De um lado, uma visão que preserva o papel constitucional do Estado na promoção de direitos e na redução das desigualdades; de outro, um campo político que reuniu ataques às instituições, questionamentos ao sistema eleitoral e uma agenda de redução da presença estatal em diferentes áreas. Nesse sentido, Lula tornou-se mais do que o candidato de um partido: é, no cenário eleitoral atual, a última grande barreira política entre o projeto inaugurado pela Constituição de 1988 e as forças que pretendem desmontar partes relevantes desse pacto social.