• Redação
  • 30/10/2026

Fuga de Flávio Bolsonaro atrapalha projeto de Rogério Marinho de presidir o Senado em 2027

A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, após sua derrota na eleição presidencial, começa a produzir consequências políticas para seus principais aliados. Segundo reportagem de Letícia Casado e Anita Prado, publicada nesta sexta-feira (30) pelo UOL, o episódio, somado à divulgação de uma carta de teor golpista, prejudicou as articulações do senador potiguar Rogério Marinho (PL) para assumir a presidência do Senado em 2027.

Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio, apostava na força política do aliado e no crescimento da bancada do PL para construir sua candidatura ao comando da Casa. Entretanto, o desgaste provocado pela saída do país e pela contestação do resultado eleitoral comprometeu essa estratégia. A reportagem aponta que parlamentares passaram a questionar a capacidade de Flávio de liderar a oposição e a credibilidade política do PL, abrindo espaço para uma reorganização das forças no Congresso.

Nesse cenário, Marinho enfrenta a concorrência de Davi Alcolumbre, que já recebeu apoio da Federação União Progressista, e de Tereza Cristina, que também demonstra interesse na presidência do Senado. Enquanto a ex-ministra mantém interlocução com diferentes setores da direita e do centro, Marinho tem sua articulação mais concentrada no PL. O senador potiguar, que já perdeu a disputa pelo comando da Casa em 2023, vê agora seu projeto político afetado diretamente pela crise envolvendo Flávio Bolsonaro, justamente o aliado em cuja liderança apostou para ampliar sua influência nacional.