• Redação
  • 04/11/2026

Esgrima pela presidência da Assembleia: Kleber tenta mostrar força, Ezequiel busca emplacar um nome que possa controlar

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte começa a ganhar contornos de uma verdadeira esgrima política. O deputado Kleber Rodrigues saiu na frente ao divulgar uma carta que evidencia a existência de um bloco parlamentar, inclusive com nomes ligados ao futuro governo (Kleber Rodrigues, Neilton Diógenes, Nelter Queiroz, Júlio César e Cinthia de Allyson, além do deputado estadual eleito Bibiano do MDB). Trata-se de sua base inicial para a disputa, não necessariamente de uma maioria consolidada. Como a eleição exige 13 votos para garantir a presidência, Kleber procura demonstrar capacidade de articulação e ampliar seu campo de apoio.

Do outro lado, Ezequiel Ferreira trabalha para preservar sua influência sobre o comando da Casa. A articulação passa pela tentativa de eleger um nome politicamente dependente de seu apoio, com Cristiane Dantas aparecendo entre as alternativas. A lógica é garantir a presidência no primeiro biênio a alguém que não tenha força política suficiente para romper um eventual acordo de devolução do cargo a Ezequiel no segundo biênio. Trata-se de uma estratégia de controle da sucessão, na qual a escolha do próximo presidente importa tanto quanto a garantia de que o compromisso futuro será cumprido. 

Até o momento, os dois movimentos mais visíveis partiram de Kleber Rodrigues e Ezequiel Ferreira. O primeiro procura construir uma maioria própria a partir de um bloco que reúne parlamentares de diferentes alinhamentos políticos. O segundo tenta organizar uma sucessão que preserve seu protagonismo. Governo e oposição, por enquanto, acompanham a disputa a certa distância, sem apresentar uma candidatura própria consolidada. A questão central é saber quem conseguirá transformar articulações iniciais em 13 votos. Na Assembleia, a presidência não será definida apenas por afinidades partidárias, mas pela capacidade de construir uma maioria e oferecer garantias políticas aos aliados.