DEU NO UOL - Ato pró-Flávio Bolsonaro na UFRN termina em pancadaria, estudante ferido e aulas canceladas
Uma manifestação organizada por movimentos de direita em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e contra o presidente Lula (PT) terminou em violência na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, nesta segunda-feira (19). Segundo reportagem do jornalista Carlos Madeiro, publicada pelo UOL, o protesto reuniu lideranças políticas, entre elas o deputado federal General Girão (PL), e provocou tumulto nas dependências da instituição.
Batizado de "UFRN Anti-Lula", o ato contou com um boneco inflável representando o presidente Lula e carros de som que, segundo relatos de estudantes, prejudicaram o funcionamento das atividades acadêmicas. Aulas chegaram a ser canceladas em razão da manifestação. Estudantes e professores se aproximaram do local para protestar contra a mobilização. A troca de provocações entre os grupos evoluiu para confrontos físicos nas proximidades de um dos portões do Setor IV.
A violência deixou pelo menos um estudante ferido. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um aluno de Jornalismo sendo agredido com socos, caindo no chão e apresentando sangramento na boca. Conforme os depoimentos reunidos pelo UOL, professores tentaram formar uma barreira humana para impedir o avanço dos confrontos. Um estudante também relatou à reportagem a presença de seguranças armados entre os participantes do ato, informação que ainda exige confirmação independente.
A Associação de Pós-Graduandos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) divulgaram nota repudiando a manifestação, classificada pelas entidades como um ato de caráter fascista, e prestaram solidariedade ao aluno agredido. As organizações defenderam a universidade como espaço de liberdade, diversidade e convivência democrática. O episódio levanta questionamentos sobre a realização de manifestações eleitorais nas dependências de instituições públicas de ensino, a segurança da comunidade universitária e a responsabilidade dos envolvidos nas agressões. Até a publicação da reportagem, a administração da UFRN não havia apresentado posicionamento oficial.