• Redação
  • 12/07/2026

Decisão de Flávio Dino contra Valdemar e Eduardo Cunha reacende debate sobre promessa de emendas feita por José Agripino

 A decisão do ministro Flávio Dino de questionar a atuação de dirigentes partidários sem mandato, como Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha, na indicação de emendas parlamentares faz lembrar um episódio recente da política potiguar. Em entrevista à 94 FM, o presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia, tentando segurar a permanência de Nina Souza em seu partido - que acabou indo para o PL -, afirmou que a pré-candidata a deputada federal teria emendas à disposição para “aquinhoar” prefeitos, embora nenhum dos dois exerça atualmente mandato parlamentar. A semelhança entre as situações levanta uma pergunta inevitável: quem não ocupa cargo no Congresso pode prometer, negociar ou comandar a destinação de recursos públicos como instrumento de articulação eleitoral? 

Relembre.

CONTRADIÇÃO - Paulinho diz que Natal não recebe recursos federais enquanto Nina articula emendas para "aquinhoar" prefeitos do interior

O Potiguar 31/12/2025

Enquanto o prefeito Paulinho Freire afirma publicamente enfrentar dificuldades para destravar recursos federais para Natal, uma contradição salta aos olhos no próprio campo político que o cerca. A primeira-dama Nina Souza vem articulando emendas parlamentares não para reforçar o caixa da capital, mas para “aquinhoar” prefeitos do interior, numa estratégia explícita de construção de apoios à sua pré-candidatura de deputada federal. A movimentação, longe de ser especulação, foi admitida de forma aberta pelo presidente estadual do União Brasil, José Agripino, que declarou em entrevista que o partido destinaria emendas para que Nina "aquinhoasse" alianças junto a gestores municipais.

O contraste é evidente: se falta apoio federal para Natal, por que a prioridade política interna não é direcionar esforços e recursos para a própria cidade administrada pelo grupo? A estratégia pode até ser legítima do ponto de vista eleitoral, mas ela enfraquece o discurso de escassez usado pelo prefeito e expõe uma incoerência difícil de sustentar perante a opinião pública.