À GloboNews, Marinho negou que Flávio esteja tentando imprimir um "estilo Jair" ao participar de eventos, repetindo declarações controversas do pai e adotando uma postura mais agressiva, o que tem sido observado por aliados.
"Não houve mudança no tom. O que ocorre é uma indignação natural ao que está sendo colocado [as notícias sobre ligações de Flávio e Vorcaro]. Estar indignado com a forma como as coisas estão sendo tratadas não é subir o tom", afirmou Marinho à GloboNews.
Nos últimos dias, Flávio Bolsonaro passou a fazer gravações com falas mais agressivas, com tom parecido ao de lives que eram feitas durante a campanha eleitoral pelo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Um dos vídeos foi publicado nesta terça (22). O candidato negou irregularidades na prestação de serviços para uma empresa de consultoria que teria ligação com Vorcaro. E falou em "divulgação seletiva".
"Flavio foi reativo ao uso da máquina pública, da Receita Federal, contra adversários políticos", disse Marinho.
Além disso, em encontro com diplomatas, Flávio Bolsonaro citou que uma empresa investigada por fraude nas eleições venezuelanas forneceria urnas eletrônicas ao Brasil. O fato foi desmentido pela Justiça Eleitoral.
Marinho alegou que, com as declarações, somente defendeu o aperfeiçoamento do sistema eleitoral e maior fiscalização.
"Vamos procurá-los até o dia 5 [de agosto prazo final para a realização das convenções partidárias]", finalizou.
Ex-ministro do governo Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN) é coordenador da pré-campanha de Flávio à Presidência — Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado