Emagrecimento do PSDB pode mexer na sucessão de Ezequiel na Assembleia? Tudo dependerá de quem chegar ao Governo
O provável emagrecimento da nominata do PSDB terá consequência direta na sucessão da presidência da Assembleia Legislativa? Depende. Ter menos deputados certamente reduz a força partidária de Ezequiel Ferreira, atual presidente da Casa, mas o impacto real dependerá sobretudo de quem serão os eleitos e de quão próximos estarão do seu arco de alianças. Se o PSDB encolher, mas Ezequiel conseguir manter influência sobre uma bancada suprapartidária, a perda formal de cadeiras pode não significar perda proporcional de poder.
Há ainda uma variável talvez mais importante: quem vencerá a eleição para governador. A Assembleia não funciona isolada do Executivo, e a máquina estadual amplia enormemente o poder de atração política do governador sobre os deputados. Nesse cenário, uma vitória de Álvaro Dias tende a ser mais confortável para Ezequiel. Já uma vitória de Allyson Bezerra seria potencialmente o pior cenário para o atual presidente da Assembleia, sobretudo porque Allyson tem acordo político com Kleber Rodrigues para a sucessão no comando do Legislativo.
Com Cadu Xavier, o desenho seria mais aberto. A capacidade de Ezequiel de preservar protagonismo dependeria do tamanho e da composição do bloco governista formado a partir de 2027 e, principalmente, das relações construídas com os novos deputados. Portanto, mais importante do que simplesmente contar quantas cadeiras o PSDB perderá é observar para onde irão as cadeiras que ele perder. É essa nova correlação de forças, combinada com o resultado para o Governo, que poderá determinar se Ezequiel continuará como grande eleitor da Assembleia ou verá seu poder diminuir.