• Redação
  • 04/09/2026

Com Mendonça enfraquecido e temendo pauta destravada no STF sobre dark horse, Rogério Marinho já prepara discurso contra eventual avanço das investigações sobre Flávio

Depois do forte desgaste de André Mendonça dentro do STF, Rogério Marinho parece ter decidido aplicar uma vacina política antes de qualquer eventual avanço das investigações sobre Flávio Bolsonaro. O ministro, que relata as apurações envolvendo o Banco Master e o INSS, passou a ser alvo de questionamentos sobre sua própria condução dos casos, inclusive após relatório da PF apontar possíveis assimetrias em decisões envolvendo aliados bolsonaristas. Nesta sexta-feira, Fachin determinou que as acusações contra Mendonça tramitem separadamente e deu prazo para manifestações, sem antecipar qualquer conclusão sobre o mérito.

É nesse ambiente que Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio, passou a antecipar publicamente até a possibilidade de prisão do candidato. Em entrevista repercutida pela Tribuna do Norte, afirmou estar preocupado que Flávio seja preso e chegou a falar em interferência no processo eleitoral. Politicamente, o movimento funciona como uma vacina: antes mesmo de qualquer nova medida judicial contra o presidenciável, Marinho procura construir a narrativa de que eventual avanço das investigações não decorreria das provas ou dos procedimentos judiciais, mas de uma tentativa de atingir a candidatura bolsonarista. Com Mendonça sob pressão e sua atuação submetida a maior escrutínio, o comando da campanha de Flávio já prepara o terreno para transformar qualquer novo capítulo judicial em argumento eleitoral.