• Redação
  • 11/05/2026

Caso Master: PF intima para depor dono de agência de publicidade contratada para atacar o BC

CNN - A PF (Polícia Federal) intimou o dono da agência Mithi, Thiago Miranda, para prestar depoimento no âmbito do inquérito que apura contratações de influenciadores digitais para atacar o Banco Central e defender o Master nas redes sociais.

O interrogatório está marcado para esta terça-feira (12), na PF, em Brasília. O empresário vai participar da oitiva pessoalmente.

Investigadores acreditam que Miranda tem muito a contribuir em relação ao chamado “Projeto DV”, referente às iniciais de Daniel Vorcaro, e sobre valores desembolsados.

Thiago Miranda já informou a interlocutores que deve revelar à PF todos os perfis que fizeram parte da estratégia, sobre sua relação com Vorcaro e quanto pagou às páginas para atacar o BC em meio à liquidação do banco de Master.

A PF já colheu depoimentos de quem foi procurado pelas agências. Os influenciadores narram a abordagem em detalhes.

Um dos ouvidos foi o vereador de Erechim (RS) Rony Gabriel (PL), que tem 2 milhões de seguidores no Instagram. O depoimento aconteceu em 12 de fevereiro. À PF, ele disse que foi procurado por André Salvador [da empresa UNLTD] com uma proposta de trabalho na área reputacional e de gestão de crise.

Esse inquérito foi aberto no fim de janeiro pela PF. Como mostrou a CNN no dia 9 daquele mês, a PF traçou uma linha do tempo em relação a publicações de influenciadores digitais contra o BC entre 9 de dezembro do ano passado e 6 de janeiro deste ano e identificou ao menos 40 perfis que podem ter sido contratados no chamado “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro, para defender seu banco, o Master.

Os perfis são de influenciadores das mais variadas áreas, como entretenimento, celebridades e um ou outro de finanças.

Os conteúdos, quase todos com o mesmo tom e formato, têm os discursos de que “pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master”, que havia “indícios de precipitação na liquidação do Master” [pelo Banco Central] e que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”.

Com os depoimentos dos contratantes, a PF segue para a fase de finalização desse inquérito, que é um dos braços do caso Master.