Carta de especialistas reacende debate sobre saúde mental e idade de Trump nos EUA
Uma carta assinada por médicos, psiquiatras, neurologistas, psicólogos e especialistas em saúde pública reacendeu o debate sobre a saúde mental do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que completou 80 anos neste domingo (14).
O documento, divulgado em reportagem da Folha de S.Paulo, foi entregue ao Congresso americano em 30 de abril e afirma que o grupo identificou uma suposta deterioração das capacidades cognitivas do presidente desde avaliações anteriores. Os signatários alegam ter o dever ético de alertar autoridades sobre o que consideram um risco crescente à população.
Os profissionais são vinculados a instituições como Universidade Harvard, Universidade Columbia e Universidade George Washington.
Debate sobre idade dos líderes
As discussões sobre a condição física e cognitiva de líderes políticos ganharam força nos Estados Unidos durante a eleição de 2024. Na época, o então presidente Joe Biden enfrentou questionamentos frequentes sobre sua capacidade para permanecer na disputa eleitoral.
Após um desempenho considerado abaixo do esperado em um debate presidencial, Biden passou a enfrentar pressão dentro do próprio Partido Democrata e acabou desistindo da candidatura à reeleição.
Durante aquele período, aliados de Trump destacavam a disposição física e mental do republicano em contraste com o adversário. Agora, em seu segundo mandato, o presidente passou a ser alvo de críticas semelhantes.
Questionamentos e reações
A carta enviada ao Congresso cita episódios que os especialistas interpretam como sinais de declínio cognitivo, incluindo dificuldades de comunicação, mudanças de raciocínio durante discursos e supostos episódios de sonolência em compromissos públicos.
O tema também repercutiu nas redes sociais e entre adversários políticos. Em novembro de 2025, por exemplo, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, utilizou um apelido pejorativo para se referir ao presidente após a divulgação de uma fotografia em um evento oficial.
Além disso, imagens manipuladas que mostrariam Trump dormindo durante reuniões de governo circularam na internet neste ano, alimentando novas discussões sobre sua aptidão para o cargo.
Menções à 25ª Emenda
O debate também levou opositores e ex-aliados do presidente a mencionar a 25ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, mecanismo que prevê a possibilidade de afastamento de um presidente considerado incapaz de exercer suas funções.
A hipótese foi citada tanto na carta dos especialistas quanto por figuras políticas críticas ao governo. Entre elas está a ex-deputada Marjorie Taylor Greene.
Até o momento, não há qualquer procedimento formal em andamento para aplicação da emenda, e a discussão permanece restrita ao campo político e ao debate público sobre a idade e as condições de saúde dos líderes americanos.