Após tarifaço, levantamento mostra que 78% das reações sobre Trump e família Bolsonaro em redes sociais foram negativas
Folha - Um levantamento feito pela AtivaWeb Datalab indica que as relações da família Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump, contra o governo Lula (PT), receberam predominantemente reações negativas nas redes sociais. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Conforme o monitoramento, o tema teve grande repercussão online, com cerca de 15 milhões de interações até a tarde desta terça (2). No total, 78% destas interações foram de um "sentimento negativo", comparado a 11,7% positivos e 10,3% neutros.
Com a forte repercussão do tema, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou ter enviado uma carta aos Estados Unidos, pedindo que não fossem impostas novas tarifas sobre o Brasil.
Segundo o relatório, "a defesa da soberania nacional tornou-se o principal vetor de mobilização emocional"
O levantamento concluiu que, este tema, teve 74,2% de sentimento positivo, e foi caracterizado como "o único bloco narrativo a gerar consenso amplo".
"O tema transcendeu o debate partidário e conectou eleitores de diferentes espectros políticos em torno de um ideal comum", diz o relatório.
Segundo a AtivaWeb, o crescimento de menções à família Bolsonaro e interesses nacionais foi "um dos fenômenos mais relevantes do monitoramento".
A pesquisa atribui a rejeição ao comportamento da família à "percepção de que disputas políticas internacionais poderiam gerar consequências para a economia brasileira".
Nas interações sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, 69% foram negativas, 18% foram positivas e 14% neutras. O levantamento avalia ainda que houve uma "rejeição à percepção de conspiração e traição aos interesses nacionais".
O presidente americano, Donald Trump, também foi alvo de críticas. A AtivaWeb caracterizou o gestor como "um dos principais personagens do debate".
"Aqui, o sentimento negativo não se dirige ao tema internacional em si, mas às ações de Trump, à sua pressão sobre o Brasil e à interferência percebida nos interesses brasileiros", diz o relatório.
"Por isso, a rejeição cresce de forma significativa, chegando a 62,9%, especialmente quando o debate destaca impactos econômicos e políticos para o país", conclui.