6x1: recuo da urgência evita pautas-bomba, avalia governo
SBT - O governo Lula decidiu retirar a urgência do projeto de lei que acaba com a escala 6x1 ao perceber que o texto seria votado em um formato que não teria o aval do Palácio do Planalto, contrariando expectativas governistas.
Além disso, o gesto distensiona o ambiente com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deve evitar o avanço das chamadas pautas-bomba que chegaram à Casa, vindas do Senado.
Entre as propostas com impacto fiscal para as contas públicas está a renegociação das dívidas rurais de grandes e pequenos agricultores, no valor que chega a R$ 140 bilhões de custos para o governo nos próximos 10 anos.
Além dessa matéria, também chegou do Senado a proposta que reajusta lisos salariais de médicos e cirurgiões-dentistas.
Motta tem demonstrado colaboração com o governo Lula, investindo em proposta de relevância para o Planalto, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da 6x1. No entanto, ao pedir para retirar a urgência do projeto com o mesmo tema, que trancava a pauta, Hugo Motta recebeu inicialmente um não do governo.
A negativa fez Hugo Motta se movimentar por uma alternativa, o que levou a um arranhão na boa relação com o Planalto. Antes que isso pudesse virar ferida aberta e até possíveis dores de cabeça para o governo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, decidiu correr atrás dos curativos e retirou a urgência da proposta.
Até a manhã desta terça-feira, Hugo Motta previa a votação do PL da 6x1, mas com um texto enxuto, em conformidade com a PEC já aprovada pela Casa, para que fosse aprovado rapidamente.
O parecer inicial do relator Léo Prates (Republicanos-BA) apontava para o corte de trechos sugeridos pelo governo, por exemplo.