15 de abril de 2026
Cadu Xavier diz que mira 1,2 milhão de votos de Lula: ‘Vamos estar no 2º turno’
Autor: Daniel Menezes
Por O Correio de Hoje
15/04/2026 | 16:03
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) afirmou que pretende alcançar, na disputa estadual de 2026, a mesma base eleitoral obtida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado em 2022. Naquele pleito, Lula obteve mais de 1,2 milhão de votos no 1º turno. “O presidente Lula é o maior eleitor desse Estado”, declarou Cadu, em entrevista à TV Futuro.
Ex-secretário da Fazenda, Cadu Xavier ancora sua pré-campanha na vinculação direta com o campo político liderado por Lula e pela governadora Fátima Bezerra (PT). “Eu tenho muito orgulho de ser o Cadu de Lula, o Cadu de Fátima”, afirmou. Segundo ele, a estratégia eleitoral passa por levar ao eleitor o legado do atual governo e a defesa das políticas federais, destacando que não é possível discutir o futuro sem lembrar “de como a governadora pegou o Estado” e do processo de reorganização fiscal e administrativa dos últimos anos.

Pré-candidato ao governo Cadu Xavier - Foto: José Aldenir / O Correio de Hoje
Ao projetar o cenário eleitoral, o pré-candidato afirmou que a disputa no Estado seguirá a mesma lógica da polarização nacional. “Essa polarização está posta”, disse. Para ele, haverá um embate claro entre dois campos ideológicos, com reflexo direto no segundo turno. “Essa eleição aqui no Estado deve, sim, se polarizar. Nós vamos estar em um segundo turno, eu não tenho dúvida disso”, afirmou, ao indicar que sua candidatura representará o campo alinhado ao presidente Lula.
Nesse contexto, Cadu direcionou críticas aos adversários e buscou enquadrá-los politicamente. Sobre o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), afirmou que sua candidatura está vinculada ao bolsonarismo. “Já colocou e votou no ex-presidente Jair Bolsonaro” e “está posta que a candidatura dele defende o lado do bolsonarismo”, disse.
Em relação ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), evitou citar diretamente em alguns momentos, mas fez críticas indiretas ao posicionamento político. “Tem uma candidatura que não se define, que não diz se é A ou se é B”, declarou, acrescentando que esse campo não quer se posicionar, mas mantém no palanque figuras históricas de oposição ao PT, como o ex-senador José Agripino Maia, líder do União Brasil. Segundo ele, a indefinição ideológica tende a ser superada pela polarização durante a campanha.
Governo Fátima
Cadu afirmou que a eleição será decidida pela comparação entre projetos e gestões. “A gente vai entrar no processo eleitoral e as pessoas vão reavivar na sua memória o que era o Estado antes do governo da professora Fátima Bezerra”, disse, ao associar seus adversários a grupos que governaram o Rio Grande do Norte em períodos que, segundo ele, deixaram o estado em situação crítica.
A defesa do legado do governo Fátima Bezerra foi um dos eixos centrais da entrevista. Cadu afirmou participar “há sete anos e três meses do governo que reconstruiu o Rio Grande do Norte” e destacou ações como a regularização da folha salarial, o pagamento de atrasados e a reorganização das finanças. “Eu vivi as dores das folhas atrasadas”, disse, ao lembrar sua trajetória como servidor público. Ele também citou a modernização das legislações tributária e ambiental como fatores que contribuíram para melhorar o ambiente de negócios no estado.
Ao tratar da avaliação do governo, reconheceu a existência de desaprovação, mas relativizou o impacto político. “É natural um governo de segundo mandato carregar uma desaprovação”, afirmou. Ainda assim, defendeu que os resultados entregues sustentam a continuidade do projeto. “Nós temos entregas em todas as áreas”, disse.
Entre essas entregas, destacou a segurança pública, afirmando que o Estado saiu da pior posição do País para a quarta melhor. “Nós somos o governo que tirou o Rio Grande do Norte da situação de pior segurança pública do País para a quarta melhor do País”, declarou. Também mencionou a contratação de mais de 5 mil agentes por concursos públicos e defendeu que os avanços foram construídos com inteligência, integração e presença policial, sem operações violentas.
Na infraestrutura, citou o “maior programa de recuperação de rodovias que esse Estado já viu”, com mais de 2 mil quilômetros recuperados, além do início da duplicação da BR-304, que classificou como um “sonho” em execução com recursos em torno de R$ 400 milhões no primeiro trecho. Também destacou obras hídricas como a barragem de Oiticica e o ramal do Apodi, além da chegada das águas do Rio São Francisco ao Estado.
No campo dos investimentos federais, rebateu críticas de que o Rio Grande do Norte não estaria sendo contemplado. Citou obras como o Hospital Metropolitano de Natal, com cerca de R$ 300 milhões, e a retomada do Minha Casa Minha Vida, com mais de 12 mil unidades habitacionais em construção.
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