10 de abril de 2026
Allyson e Álvaro representam "oligarquia e coronelismo", diz Jean
Autor: Daniel Menezes
Saiba Mais - Pré-candidato a senador do Rio Grande do Norte pelo PDT, Jean Paul Prates disse não ver praticamente nenhuma diferença entre as duas principais candidaturas da oposição ao governo do estado, formada por Allyson Bezerra (União) e Álvaro Dias (PL).
“Eu acho que a diferença das outras duas chapas é quase nenhuma. Porque é oligarquia ou coronelismo. Você só escolhe o século em que vai estar, se é o século XIX ou o século XVIII”, afirmou, em entrevista ao programa 12 em Ponto, da 98 FM, nesta quinta-feira (9).
O senador citou o apoio à chapa de Allyson por parte de nomes como Walter Alves, Garibaldi Alves, Carlos Eduardo Alves, José Agripino Maia e Zenaide Maia. Já na chapa de Álvaro, citou a presença dos pré-candidatos ao Senado.
“É o Coronel Hélio, é o capitão Styvenson e o coronel Rogério Marinho, é o coronel Álvaro Dias. O coronel já no sentido dos coronéis nordestinos do passado”, comentou, afirmando que essa leitura se devia à prática e forma de agir do grupo.
Prates fez uma leitura da conjuntura atual e disse que o cenário nacional pode repetir o quadro potiguar, caso o PSD de Gilberto Kassab lance chapa própria à presidência.
“Tem uma chapa governista, basicamente petista e alianças, depois você tem uma chapa centrão e uma chapa bolsonarista.”
Ele disse acreditar que Cadu Xavier (PT), pré-candidato do governismo, vai ao segundo turno, mas com o adversário em aberto.
“Acho que há equilíbrio. Todos têm condições de disputar essa vaga. A polarização pode levar Cadu ao segundo turno, mas não dá para cravar quem será o adversário. Allyson, por exemplo, pode compensar a ausência de alinhamento nacional com força no centro e no campo conservador. Pode ser uma disputa muito apertada”, afirmou.
Jean também comentou sobre a disputa interna no PDT para a vaga ao Senado. Além dele, o ex-deputado Rafael Motta se apresentou para a mesma vaga. A definição final do nome virá após pesquisas. A legenda também prevê a possibilidade de fazer um mandato compartilhado para acomodar as duas lideranças, considerando que um deverá ser suplente do outro.
“É normal um partido com vários, ou pelo menos dois, três ativos políticos importantes, discutir e procurar critérios objetivos, por exemplo, uma pesquisa, e depois uma deliberação interna para decidir quem vai concorrer a uma coisa, quem vai concorrer a outra. Eu não vejo nada estranho nisso. Então nós resolvemos isso juntos, antes inclusive de anunciar”, explicou ele sobre o processo interno do PDT.
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