6 de abril de 2026
Lindbergh pede prisão de Eduardo ao STF após fala golpista sobre eleições
Autor: Daniel Menezes
Metrópoles - O deputado federal Lindbergh Farias (PT) pediu ao STF, nesta segunda-feira (6/4), a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL) após uma declaração sobre eleições dada pelo ex-parlamentar em entrevista à coluna.
Na semana passada, Eduardo Bolsonaro informou que denunciará ao governo Trump eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a corrida ao Planalto, que tem as pré-candidaturas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.
Para Lindbergh, a fala mostra que “Eduardo não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral”.
O petista sustentou que “a ação agrava o quadro, reforça o risco de continuidade da conduta e exige reação firme da Suprema Corte”.
Na representação ao STF, Lindbergh Farias também pede a adoção de medidas cautelares, além do envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para aprofundamento das investigações.
“Não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira”, argumentou o aliado de Lula.
Eduardo diz que fará denúncias
Em entrevista à coluna, Eduardo Bolsonaro disse que autoridades do TSE poderão sofrer sanções por parte dos Estados Unidos, caso Washington as julgue necessárias. Ele seria responsável por realizar as denúncias.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, disse Eduardo Bolsonaro.
Para o ex-deputado, ministros do TSE adotaram diferentes critérios ao julgar ações envolvendo Lula e Jair Bolsonaro durante o pleito presidencial de 2022.
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